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“Disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas” – Neemias 1.3.

Estas palavras foram ditas a Neemias, o copeiro do rei da Babilônia, e retratavam a penúria dos judeus que não foram levados cativos e ainda permaneciam na cidade e nos arrabaldes de Jerusalém. Quando os exércitos babilônicos entraram em Jerusalém foram destruindo tudo o que viam pela frente. Pessoas que esboçaram qualquer tipo de reação foram mortas, outras separadas para servirem como escravas, e outras separadas pela fraqueza ou incapacidade para servir foram deixadas para trás – são estes últimos a quem as notícias se referem, os quais se encontravam em grande miséria e desprezo. Neemias ficou profundamente entristecido com esse relato sobre sua nação e povo e, incapaz de fazer qualquer coisa que pudesse mudar aquela triste realidade, sentou-se para chorar, lamentar, jejuar e orar ao Senhor (v4). Ainda que ele estivesse numa situação privilegiada como copeiro do rei (tinha abrigo, alimento e vestes garantidas), ele sofria por seus irmãos e intercedeu por eles.

As notícias sobre nossa nação não são as melhores. São altos os índices de pobreza, de falta de saneamento básico em muitos estados e municípios, da crescente insegurança pública, do alarmante número de analfabetos funcionais, entre outros destaques negativos; miséria e penúria se alastram de forma endêmica de norte a sul, e os responsáveis não são levados à justiça para prestarem contas de seus atos. O que devemos fazer diante desse quadro caótico e perturbador? Seguir o exemplo de Neemias; ele foi empático ao sofrimento do seu povo, e como um bom “sacerdote” intercedeu por eles diante de Deus – o único que realmente poderia mudar aquela situação. É perturbador quando observamos o teor de sua oração nos versos seguintes (5 a 11). Ele invoca a atenção de Deus, evoca a aliança estabelecida pelo Senhor, suplica pela misericórdia divina; além disso, pede ao Senhor que ouça as suas orações constantes, e também a confissão de pecados nacionais e pessoais reconhecendo a atitude corrupta que tinham; por fim, pede ao Senhor que “mova” o coração do rei para que ele se tornasse benigno aos seus apelos.

Oremos por nossa nação! Oremos por esse povo pecado que não sabe discernir entre a mão direita e a esquerda! Jejuemos para que nossos líderes municipais, estaduais e federais sejam alcançados pelo poder de Deus para que cesse a penúria, e seja instalada a justiça, a verdade e a paz.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e de nossa nação!
Uma boa e abençoada semana no Senhor!

Rev. Joel

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