“Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas” – Mt 6.32
Se Deus sabe de todas as nossas necessidades, sejam elas materiais, sentimentais ou espirituais, porque devemos orar? Qual o sentido em pedir algo a alguém que já sabe o que vamos pedir?
É fato que Deus sabe todas as coisas, pois se não soubesse não seria o verdadeiro Deus; assim, entendemos que tudo o que passamos – de bom ou de ruim – é do conhecimento do Senhor, e o que nos acontecerá depende apenas de sua bondade e misericórdia para conosco.
A perícope de onde este verso foi extraído trata sobre ansiedade (Mt 6.25-34), e esse sentimento é “natural” à nossa natureza decaída que fica preocupada e apreensiva a respeito daquilo que necessita e que, via de regra, não pode suprir por si mesma. A ansiedade excessiva e persistente pode se tornar um transtorno que vai interferir na vida diária, onde os sintomas mais comuns são o nervosismo, tensão e até reações físicas como palpitações, falta de ar e tremores. O tratamento segundo Jesus é lançar sobre ele toda essa ansiedade (e Pedro ensina isso também! 1Pe 5.7) na certeza que ele conhece nossas necessidades, e para nos ocupar com as coisas do reino, pois aquilo que nos está destinado certamente acontecerá (Mt 6.33-34).
Sabedores disso, a pergunta ainda persiste: porque orar? Quero compartilhar três bons motivos: 1) para manter viva a chama da fé. Quanto mais eu oro, mais confio que a graça não irá faltar. 2) para “renovar” o coração. Por coração entenda-se a mente e todos os seus processos que interagem no organismo todo; uma mente renovada, arejada, bem consciente da verdade vai entender e compreender que podemos pedir tudo o que quisermos, mas o Senhor atenderá conforme a sua vontade – e não a nossa! (Tg 4.3 – pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres). 3) para fortalecer o caráter cristão. Quanto mais eu oro, maior é minha intimidade com Deus, e mais sensível é minha compreensão a respeito do que devo ou não fazer para glorificar a Cristo; a oração ajuda na minha – e na sua – santificação.
O desafio para a minha e sua vida é que cultivemos uma vida de oração o tempo todo (1Ts 5.7). Aprenda a conversar com Deus, a externar diante dele seus sentimentos, suas frustrações e esperanças, seus desejos mais profundos, e conclua cada oração com a mesma frase que o Senhor Jesus ensinou quando estava profundamente angustiado: “…Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” – Lc 22.42
Que a graça de Cristo ilumine a sua vida!
Uma boa e abençoada semana no Senhor!
Rev. Joel